A Folha de S. Paulo divulga hoje depoimento que contesta, de forma devastadora, a versão açucarada do filme "Lula, o Filho do Brasil". De autoria de Cesar Benjamin, combatente da esquerda reconhecido pela coerência e respeitado pela longa história de luta, o depoimento narra uma conversa que Benjamim afirma ter tido com o então candidato à Presidência da República, em 1994.
Segundo Benjamin, Lula perguntou quanto tempo ele ficou preso no período do regime militar. "Alguns anos", ele respondeu. Ao ouvir a resposta, Lula retrucou: "Eu não aguentaria. Não vivo sem boceta". Em seguida, Lula teria revelado, com enorme desenvoltura, que tentara "subjugar" um colega de cela quando ficou preso por cerca de um mês em São Paulo.
A vítima era conhecida pelo apelido de "menino do MEP", Movimento pela Emancipação do Proletariado, extinta organização de esquerda. Benjamin afirma que Lula teria ficado surpreso com a resistência do menino, "que frustrara a investida com cotoveladas e socos". O publicitário Paulo de Tarso e Espinoza, segurança de Lula, ouviram o relato de Lula.
O Palácio do Planalto se apressou a informar que Paulo de Tarso nega a veracidade do episódio. Ocorre que Paulo de Tarso já recebeu, de 2003 até hoje, R$ 280 milhões em contratos com o governo federal. Com tanto interesse nas verbas públicas, pode ser questionado .
José Serra reiterou, durante Encontro em Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência, que a criação do Ministério das Pessoas com Deficiência será um de seus primeiros atos como presidente da República. Serra lembrou que já fez o mesmo em São Paulo, tanto na capital, quando era prefeito, como no estado, quando era governador. Ele assegurou que jamais fará o que fez o atual governo, que não destinou praticamente nenhuma verba para programas que atendam esses cidadãos.
De acordo com dados oficiais, em 2009, só 4% dos recursos destinados à promoção da educação profissional de pessoas com deficiência foram efetivamente pagos pelo governo federal. Neste ano, até agosto, não foi pago nada, nem mesmo às entidades de apoio não governamentais. E mais: até junho deste ano, o programa nacional de acessibilidade gastou apenas 0,27% do montante incluído no orçamento. “Na prática, é nula a prioridade do Governo coordenado pela candidata Dilma para essas pessoas”, constatou. Serra disse que vai “recuperar esse atraso e fazer muito mais”.
De acordo com Serra, São Paulo emprega 134 mil pessoas com deficiência, enquanto o Brasil todo chega a 220 mil. E frisou ainda: “Na nossa gestão em São Paulo, 44 prefeituras criaram órgãos específicos para cuidar das pessoas com necessidades especiais. Todo mundo sabe que nós as apoiamos e eu vou fazer isso no Brasil inteiro”. José Serra também fez questão de reafirmar que vai criar no país a Rede de Hospitais Zilda Arns, para a reabilitação das pessoas com deficiência.
O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, disse nesta quarta-feira, 8, estar indignado com a notícia de que o sigilo fiscal do seu genro, Alexandre Bourgeois, também foi quebrado na agência da Receita Federal em Mauá (SP). "A questão do meu genro deixa mais do que claro que é um trabalho organizado. É um trabalho de quadrilha", disse o candidato, após participar na capital de encontro em defesa das pessoas com deficiência. "A violação do sigilo do meu genro e da sua intimidade é mais um capítulo desse episódio vergonhoso."
Serra mostrou irritação ao falar sobre o caso, uma vez que, na avaliação dele, a vida privada dos seus netos também foi invadida. Anteriormente, na mesma agência da Receita Federal em Mauá, também havia sido violado o sigilo fiscal da sua filha, Verônica Serra, casada com Bourgeois. "Claro que estou muito ofendido, mas esse crime vai além desse episódio e dessa questão pessoal", afirmou. "Esse episódio, na verdade, envolve toda a nossa sociedade e todo o Brasil. O que está sendo quebrado é um preceito constitucional." Estadão.com
O deputado federal e candidato ao Senado em Pernambuco, Raul Jungmann (PPS), vai propor a formação de uma CPI na Câmara para apurar a quebra de sigilos fiscais, pela Receita Federal, de pessoas ligadas ao PSDB.
Jungmann já começou a coletar assinaturas. "O Congresso está disperso agora, por conta do recesso, mas vamos conseguir aprová-la, sem sombra de dúvidas. Vou começar a coleta de assinaturas. Essa é uma questão democrática, a proteção do sigilo dos dados tem base na Constituição", afirmou. Folha Online
Rio - Na disputa pelo seu quarto mandato, o deputado federal Rodrigo Maia (DEM), 40 anos, espera, se reeleito, continuar atuando para a redução de impostos. Adversário político da atual gestão do governo do estado, ele afirma que isso não é empecilho para se ter uma legislação atuante. “É claro que há questões partidárias, mas em todas as reuniões para as quais fui convocado pelo governador Sérgio Cabral, estive presente para a defesa do Rio”.
1 - Por que tentar se reeleger? Porque acredito que tenho realizado um bom trabalho em Brasília, que pode ter continuidade. Em cada um dos meus mandatos , consegui obter posições de destaque no parlamento e contribuir para uma melhor qualidade de vida do morador do Rio.
2 - E qual é a grande meta para o próximo mandato? Tivemos uma questão importante da legislatura, da qual participei, que foi o fim da CPMF. Temos que acabar com a criação de novos tributos. A população não aguenta mais pagar tanto imposto para ter serviços prestados. Acredito que são duas coisas fundamentais: redução permanente de impostos e o Estado exigir apenas onde ele precisa atender bem o cidadão. Além disso, precisamos garantir mais recursos para a saúde. Na área de segurança pública, é necessária a valorização dos policiais e a criação de uma Guarda Nacional.
3 - O que o Rio precisa mudar? Não acredito que se tenha uma única questão a ser resolvida. Na saúde, por exemplo, faltam médicos nas Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs). Mas a base de tudo é a educação infantil, são as crianças. Investir nelas é que vai direcionar um novo futuro. Teremos as Olimpíadas, que vamos batalhar para deixar um legado para a população.
Estadão.com - O sigilo fiscal do empresário Alexandre Bourgeois, genro do candidato à Presidência José Serra (PSDB), também foi violado na Receita Federal. Os dados dele foram vasculhados no dia 16 de outubro do ano passado, oito dias depois da violação dos sigilos de sua mulher, Verônica Serra, do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, e de mais três tucanos.
As informações do genro de Serra foram acessadas três vezes a partir do computador da servidora Adeildda Ferreira dos Santos. O sigilo fiscal de Alexandre foi violado na agência da Receita em Mauá, mesmo palco dos outros acessos ilegais. Verônica Serra ainda teve sua declaração de renda violada no dia 30 de setembro por meio de uma procuração falsa. Leia a íntegra da matéria
Os candidatos à Presidência José Serra (PSDB), Marina Silva (PV) e Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) vão participar do debate promovido pelo Estado e pela TV Gazeta, hoje às 23 horas, com transmissão ao vivo pela TV Gazeta, rádios Gazeta e Eldorado e, na internet, nos portais estadao.com.br e tvgazeta.com.br.
Da Folha - Ex-secretário do fisco diz que ascensão de "facções sindicais" facilitou uso criminoso do órgão
O ex-secretário da Receita Federal Everardo Maciel afirma que as violações de sigilo fiscal de pessoas ligadas ao PSDB do presidenciável José Serra decorrem de uma politização indevida do órgão. De acordo com Everardo, que é filiado ao DEM, a ascensão de "facções sindicais", especialmente no governo Lula, facilitam o uso "criminoso" de informações "valiosas" do fisco.
Responsável pela Receita no governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), ele considera acessos indevidos a dados de contribuintes inerentes "a qualquer sistema", mas não com a motivação que levou à quebra de sigilo do vice-presidente tucano Eduardo Jorge Caldas Pereira e da filha de Serra, Veronica.
De Xangai (China), Everardo criticou a conduta do ministro da Fazenda, Guido Mantega. "Não se pode assumir uma postura conformista." Na última sexta-feira, Mantega disse que "vazamentos sempre ocorreram". Segundo Everardo, isso "nunca aconteceu nessa proporção, de chegar uma pessoa com uma procuração falsa, para obter informação". Questionado se a razão da quebra era eleitoral, esquivou-se: "Aconteceram [violações] no passado, isso é verdade, e podem acontecer no futuro. Em qualquer sistema pode acontecer. Agora, normais não são. Nunca houve esse tipo de motivação".
Lula não teria ido tão longe com a construção desse personagem que hoje assombra e indigna muitos dos que lhe faziam a corte, não fosse a permissividade geral.
Nada parece capaz de lhe impor limites. Se conseguir eleger a sucessora, vai distorcer a realidade e atuar como se presidente fosse. Se não conseguir, não deixará o próximo governo governar.
No caso do Brasil, sigilo fiscal está associado a direito à privacidade, previsto na Constituição Federal de 1988 (título 2º, artigo 5º, inciso 10). A quebra de sigilo fiscal representa, portanto, uma quebra de um princípio constitucional.
Dito de outra forma, o Estado, ao quebrar o sigilo fiscal de um de seus cidadãos, abandona sua característica de garantidor de direitos e se torna um Estado usurpador.
Esse fato -a quebra do sigilo fiscal- é um aviso de que o Estado democrático de Direito está em crise e de que um Estado totalitário se aproxima.
Ricardo Caldas, professor de ciência política, é diretor do Centro de Estudos Avançados Multidisciplinares da UnB (Universidade de Brasília), na Folha de S.Paulo.
A associação indevida entre governo e Estado é evidenciada a todo momento. Tanto no escândalo dos dossiês, como no comício de Guarulhos -onde nem usou o disfarce da presença da candidata- ou na decoração do gabinete presidencial, que tem na parede um adesivo com o logotipo do governo em vez de algo símbolo nacional.
O lulismo desqualifica a política. E abre caminho para o autoritarismo. A eleição deixa de ser uma salutar disputa pelo futuro do país e vira uma guerra. Para ele, os opositores não são adversários, são inimigos.
Enfatiza alguns êxitos econômicos (parte deles sem qualquer relação com o atual governo) e sonha com o poder absoluto. Despreza os defensores das liberdades e, por vontade própria, já começou a miniconstituinte: aboliu informalmente o artigo 5º da Constituição.
Age como o regime militar. Tem medo de, cara a cara, enfrentar um oposicionista. Ridiculariza a política. Neste ritmo logo veremos, como na ditadura, algum outdoor com a frase: "Liberdade é uma calça velha, azul e desbotada".
Marco Antonio Villa, professor do Departamento de Ciências Sociais da UFSCar, na Folha de S.Paulo
Folha.com - Em visita a uma feira evangélica, em São Paulo, o candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, fez críticas indiretas à postura religiosa de sua adversária Dilma Rousseff (PT).
"Eu vim hoje aqui porque os valores de Cristo são os meus valores. Eu não sou cristão de boca de urna para agradar eleitores, conquistar voto e no dia seguinte esquecer o assunto. Eu sou cristão por convicção e eu pratico cristianismo na minha vida pessoal e na vida política."
Serra fazia referência indireta a uma mudança de discurso de Dilma. Em 2008, durante sabatina na Folha, a candidata disse duvidar da existência de Deus. Em abril deste ano, em outra entrevista, disse acreditar em uma "força superior" e afirmou ser "católica".
O candidato à presidência da República pelo PSDB, José Serra, reafirmou, em sabatina realizada pelo Grupo Estado, que, no governo, vai trabalhar pela implantação do voto distrital nas cidades onde há segundo turno eleitoral, ou seja, aquelas que contam com mais de 200 mil eleitores. “São Paulo, por exemplo, seria dividido em 55 distritos. Os candidatos gastariam menos, porque não precisariam rodar todo o estado em campanha, e o eleitor poderia cobrar mais diretamente daquele que elegeu no seu distrito”.
De acordo com Serra, seria fácil aprovar essa mudança, porque a maioria dos deputados e senadores tem bases nos pequenos municípios. Serra também defendeu que o horário eleitoral se limite apenas ao candidato falando sobre suas propostas, sem a “pirotecnia” do marketing político – como defendia Mário Covas: “Hoje, o item mais caro nas campanhas é a TV. Ficaria mais chato, porém acabaria com o candidato sabonete, reduziria os custos e, por tabela, a corrupção no país”, observou.
Folha.com. - Cartório desmente versão do PT sobre filiação de falso procurador de Veronica Serra
Os registros do cartório da 217ª Zona Eleitoral de Mauá (Grande São Paulo) desmentem a versão do PT paulista de que a filiação ao partido do contador Antonio Carlos Atella Ferreira, o falso procurador da quebra do sigilo fiscal de Veronica Serra, não se consumou por um erro na grafia do nome dele.
O banco de dados do cartório aponta o nome dele como filiado ao PT com a grafia correta. Além disso, indica que o cadastro dele na Justiça eleitoral existe desde outubro de 2003.
Segundo registro do cartório da 183ª Zona Eleitoral de Ribeirão Pires (SP), domicilio eleitoral atual de Atella, também não há registros do cancelamento de sua filiação partidária.
Folha.com. - A sede do Diretório Estadual do DEM no Piauí, em Teresina, foi arrombada na madrugada desta segunda-feira (6).
Segundo o partido, foi levado um computador onde estavam armazenados dados confidenciais da sigla, como informações sobre filiados, ações judiciais e informações sobre candidatos e coligações.
A Polícia Civil do Piauí foi acionada na manhã de hoje e o local está isolado. As salas da secretaria-geral e da presidência do partido foram reviradas, armário quebrados e há papéis e documentos espalhos pelo chão.
O senador Heráclito Fortes (DEM), candidato à reeleição, visitou o prédio e disse que vai comunicar a Justiça Eleitoral, pois considera que a invasão à sede foi um crime político.
"É uma ação para bisbilhotar a vida alheia. Isso é uma prática usada pelos aloprados do PT", disse Fortes.
De acordo com o senador, foi levado o computador, mas foram deixadas impressoras novas e aparelhos de TVs.
No Piauí, o DEM apoia a candidatura do tucano Sílvio Mendes ao governo do Estado, que tem como um dos principais adversário Wilson Martins (PSB), apoiado pelo PT.